Pesquisa da Datafolha indica que o número de brasileiros com acesso à web é quase o dobro do que indicam as estatísticas que normalmente citamos. Isso muda muita coisa.A F/Nazca fez uma pesquisa realizada pelo Datafolha sobre os hábitos de divulgação de conteúdos pessoais na internet. Mas a cereja da pesquisa acabou sendo outra coisa. O número de brazuquetas internautas é o dobro do que se acreditava.
São quase cinqüenta milhões de brasileiros acima de 16 anos na web. Podemos concluir com outras pesquisas (o que não é tecnicamente correto) que o número total (todas as idades) passa de 60 milhões.
E agora José? O penúltimo bastião caiu. A web não tem poucos usuários. A web não tem pouca penetração na classe C.
Quem tinha alguma desculpa para não investir mais na web precisará ser criativo e inventar outra desculpa. Os 33 milhões, número de outros institutos, não era pouco, principalmente se levasse em conta que cerca de 56 milhões de brasileiros vivem abaixo da linha da pobreza.
Frente à população total, o número 33 ainda segurava uma boa desculpa em qualquer conversa de bar. Aliás, em conversa de bar eu sempre digo que - segundo o IBGE - o Brasil tem 11 milhões de deficientes visuais. Claro que muitos acessam a internet e muitos não são completamente cegos, mas no calor da conversa ninguém lembra disso.
Cinqüenta ou sessenta, é um tapa na cara. Mas não pára por aí.
E agora, José? O último bastião caiu. Temos 38% de penetração na classe C.
Muitos já suspeitavam dos números, até porque algo não batia. Quando se olhava o número de usuários ativos no MSN ou números de acesso à internet banking, os 33 milhões de usuários se mostravam um número muito conservador.
Como tive acesso à pesquisa antes, vocês não podem imaginar a vontade que eu estava de gritar isso aqui. Mas esperei a pesquisa ser divulgada para poder escrever sobre o assunto. Fecho aqui com o grito que estava engasgado.
SOMOS 60 MILHÕES! QUASE 40% DE PENETRAÇÃO NA CLASSE C!
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Muitos clientes preferem poupar a diferença entre contratar um designer competente e um operador de software para criar gráficos e ilustrações. Em muitos casos é uma decisão errada.
Por Caroline Fülep
Nos últimos meses ouvi questionamentos sobre o motivo pelo qual deveria ser contratado um designer. Para nossos ouvidos é uma pergunta que parece já ter vinda ao mundo respondida e justificada.
Não existe esta dúvida para quem já conhece o poder de um bom projeto de design. Mas não é bem assim fora da nossa estilosa redoma de cristal colorido.
Para todos os outros, é comum a confusão entre designer e alguém que sabe operar softwares gráficos. Os computadores estão aí, para quem quiser experimentar, assim como os lápis de cor, as tintas, os grafites. Ferramentas que se vestem do repertório de quem as opera.
Esta é a hora de exercitar alguns fundamentos do design. Desmembrar esta resposta é tarefa do designer que sabe muito bem o que é capaz de fazer.
Para personificar um produto/serviço
Uma lata com um rótulo prateado, letras finas e manuscritas, pode lembrar uma bebida light (devido às letras suaves) e sofisticada (pela cor da prata). Um rótulo preto com texto azul em caixa alta pode indicar um produto energético e resistente, devido aos elementos fortes e associados à vida noturna. Um logotipo de cimento com excesso de entreletras pode passar a impressão de um produto frágil, que não une como deveria.
O design tem como objetivo falar com o público na língua que ele entende. Alguém precisa apresentar quem é aquele produto e dizer o que ele faz de melhor.
Para criar identidade
Quando uma empresa contrata um designer para fazer um site, não está pagando por meia dúzia de desenhos ou pelo tratamento de fotografias. Paga pela construção de uma imagem neste meio de comunicação. Se a empresa deseja transmitir tecnologia, tradição ou simplicidade, é baseado nisto que o designer vai começar a trabalhar.
Diferente de muitos serviços, o design gráfico costuma ser um trabalho único, pensado exclusivamente para aquele cliente em cima das suas reais necessidades de comunicação.
Para passar credibilidade
Se o principal jornal do país adotasse tipologia divertida para reportar a crise no Oriente Médio, a notícia teria certamente outro impacto. Não seria levada à sério.
Para equilibrar técnica e estética
Designer não é nem um técnico, nem um artista. É ele que equilibra estas duas áreas para atender algum objetivo, geralmente comercial.
Para inspirar confiança
Um banco que apresenta seus extratos desorganizados e logotipo sem padrão nas suas aplicações pode estar dizendo que guarda assim o dinheiro de seus clientes. Um designer pode fazer da apresentação de um banco um exemplo de segurança ou apresentar uma amostra gratuita de desorganização.
Para agregar valor
Alguns bombons de uma conhecida doceria não teriam o mesmo valor se viessem embalados em simples saquinhos plásticos sem rótulo. Se eles têm qualidade e tradição, precisam ter tratamento à altura na embalagem. O mesmo vale para produtos desconhecidos que ainda precisam ser testados. Uma apresentação de qualidade seduz qualquer consumidor ávido por novidades.
Para facilitar a vida
Já reparou como é simples chegar em algum lugar quando há placas indicando o caminho? Sinalização bem feita usa a tipologia com a melhor leitura à distância em cores que contrastam com o ambiente. O mesmo vale para as embalagens que facilitam o uso do produto, como os refrigerantes que aposentaram há muito tempo o abridor de garrafas.
Para vender
Se um projeto de design é capaz de atender a todos os itens anteriores, vender é só uma conseqüência. Um produto, uma solução, uma idéia. Um bom designer serve, entre tantos outros motivos, para realizar o mais íntimo desejo da sociedade do consumo.
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Este artigo é direcionado para aquele anunciante ou agência que ainda tem dúvidas se deve ou não investir em estratégias de busca.
Quantas vezes você consulta o Google atrás de informações profissionais ou pessoais? Pois é, você não é o único a fazer isso: somente em julho de 2007 Google e Yahoo receberam mais de um bilhão de consultas no Brasil, número esse 67% superior ao do início do ano.
Estatísticas do Comitê Gestor da Internet Brasileira mostram que a penetração do sites de busca entre os usuários de internet ultrapassa 70%.
Nos EUA, as campanhas em sites de busca já respondem por 41% dos investimentos em publicidade online, que no total movimenta mais de 16 bilhões de dólares.
Segundo o IbopeNet/Ratings, a categoria “ferramentas de busca” tem um alcance de 86,96% entre os usuários brasileiros.
No Brasil, o mercado de mídia online chegou a 361 milhões em 2006 e no primeiro semestre de 2007 cresceu 40% em relação ao ano anterior. Os investimentos em sites de busca somente passaram a ser contabilizados agora, o que significa que o bolo online é maior que o apurado e irá crescer ainda mais com a entrada deste “dinheiro novo”.
Após ler esses números acho que fica clara a importância de sua empresa ter em uma estratégia de atuação nos sites de busca, não apenas para fins de marketing e vendas, mas também de relações públicas, já que todos consultam a web em busca de informações de fornecedores, empresas, parceiros, funcionários, etc. Se você não estiver bem posicionado - seja através de uma campanha de links patrocinados ou nos chamados resultados naturais (aquele que o site encontra “espontaneamente” baseado em seus algoritmos matemáticos) com certeza estará perdendo oportunidades.
Mas a Busca hoje vai muito além da exibição de uma listagem de sites: além dos buscadores especializados ou “verticais” (ex. Buscapé para preços e ofertas, YouTube para vídeos, Technorati para blogs), agora os próprios sites de busca “genéricos” ou “horizontais”, como Google e Yahoo, incorporaram em sua página de resultados notícias, fotos e vídeos, mapas, etc. Por isso, é cada vez mais necessária uma estratégia mais ampla de otimização.
John Batelle escreveu em seu livro “A Busca” que os sites de busca são um “banco de dados de intenções”. Um exemplo fácil de entender: se a temperatura em São Paulo sobe, a busca por ar-condicionado aumenta; o contrário acontece quando as temperaturas baixam. Ou seja, os fatos do dia-a-dia influenciam diretamente o comportamento das pessoas na internet e daí a importância de uma presença relevante nos sites de busca.
Assim, quando sua empresa lançar uma nova campanha na televisão é importante disponibilizar o mesmo conteúdo online, já que assistir vídeo é uma das atividades primordiais dos consumidores na web (além da busca, claro). Além disso, será possível potencializar a exposição desse comercial oferecendo ferramentas de compartilhamento (tipo “indique a um amigo”), criando assim o chamado “marketing viral”.
Há também os blogs e as redes sociais, onde as pessoas estão falando sobre produtos, pessoas e empresas; por isso é importante monitorar o que está sendo dito sobre sua empresa lá. O Yahoo tem um modelo de busca chamado Yahoo Respostas, onde milhões de pessoas interagem com perguntas e respostas sobre os mais diversos assuntos. Será que estão falando sobre sua empresa lá? E os sites de notícias, que não usam editores humanos, mas sim “robôs”, como Google News e Yahoo News: seu press-release foi criado de forma a ser facilmente indexado por esses sites? Ele está disponível no site de sua empresa?
Rob Garner, Senior Strategic Planner da agência iCrossing, escreveu o que considero um dos mais interessantes artigos que li nos últimos meses e nele ressalta a importância de garantir destaque para seus comerciais de TV também na internet, tendo em mente o fenômeno YouTube e a massificação do consumo de vídeos através da web. Segundo ele, se você não tiver uma estratégia específica, você corre o risco de ver seu comercial não ser encontrado em uma busca pelo nome da sua empresa e perder uma excelente oportunidade para fazer sua marca ecoar no mundo online. Ou, pior ainda, a página de resultados pode trazer uma paródia no lugar de seu vídeo “oficial”, que pode ser prejudicial à sua campanha.
Reproduzo aqui as quatro dicas que Garner dá para otimizar seu comercial de TV e ganhar destaque nos sites de busca:
Garanta os direitos autorais para veiculação online antes de começar a campanha.
Seja o primeiro a publicar seu próprio comercial na web.
Ao disponibilizar o vídeo online, faça otimização das palavras-chave mais relevantes para garantir a indexação pelos sites de busca.
Disponibilize seu comercial em diversos sites (exemplos: YouTube, Google Video, MySpace, Yahoo Video)
Garanta visibilidade ao seu comercial (e sua marca) através de SEO (otimização para busca natural) e links patrocinados.
Uma recente pesquisa mostra que campanhas offline e online (baseadas em banners e “rich media”) são grandes geradoras de tráfego para sites de busca. Por isso, combine essas ações com uma forte presença de sua marca nos mecanismos de busca e você terá uma estratégia imbatível.
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