Muitos clientes preferem poupar a diferença entre contratar um designer competente e um operador de software para criar gráficos e ilustrações. Em muitos casos é uma decisão errada.
Por Caroline Fülep
Nos últimos meses ouvi questionamentos sobre o motivo pelo qual deveria ser contratado um designer. Para nossos ouvidos é uma pergunta que parece já ter vinda ao mundo respondida e justificada.
Não existe esta dúvida para quem já conhece o poder de um bom projeto de design. Mas não é bem assim fora da nossa estilosa redoma de cristal colorido.
Para todos os outros, é comum a confusão entre designer e alguém que sabe operar softwares gráficos. Os computadores estão aí, para quem quiser experimentar, assim como os lápis de cor, as tintas, os grafites. Ferramentas que se vestem do repertório de quem as opera.
Esta é a hora de exercitar alguns fundamentos do design. Desmembrar esta resposta é tarefa do designer que sabe muito bem o que é capaz de fazer.
Para personificar um produto/serviço
Uma lata com um rótulo prateado, letras finas e manuscritas, pode lembrar uma bebida light (devido às letras suaves) e sofisticada (pela cor da prata). Um rótulo preto com texto azul em caixa alta pode indicar um produto energético e resistente, devido aos elementos fortes e associados à vida noturna. Um logotipo de cimento com excesso de entreletras pode passar a impressão de um produto frágil, que não une como deveria.
O design tem como objetivo falar com o público na língua que ele entende. Alguém precisa apresentar quem é aquele produto e dizer o que ele faz de melhor.
Para criar identidade
Quando uma empresa contrata um designer para fazer um site, não está pagando por meia dúzia de desenhos ou pelo tratamento de fotografias. Paga pela construção de uma imagem neste meio de comunicação. Se a empresa deseja transmitir tecnologia, tradição ou simplicidade, é baseado nisto que o designer vai começar a trabalhar.
Diferente de muitos serviços, o design gráfico costuma ser um trabalho único, pensado exclusivamente para aquele cliente em cima das suas reais necessidades de comunicação.
Para passar credibilidade
Se o principal jornal do país adotasse tipologia divertida para reportar a crise no Oriente Médio, a notícia teria certamente outro impacto. Não seria levada à sério.
Para equilibrar técnica e estética
Designer não é nem um técnico, nem um artista. É ele que equilibra estas duas áreas para atender algum objetivo, geralmente comercial.
Para inspirar confiança
Um banco que apresenta seus extratos desorganizados e logotipo sem padrão nas suas aplicações pode estar dizendo que guarda assim o dinheiro de seus clientes. Um designer pode fazer da apresentação de um banco um exemplo de segurança ou apresentar uma amostra gratuita de desorganização.
Para agregar valor
Alguns bombons de uma conhecida doceria não teriam o mesmo valor se viessem embalados em simples saquinhos plásticos sem rótulo. Se eles têm qualidade e tradição, precisam ter tratamento à altura na embalagem. O mesmo vale para produtos desconhecidos que ainda precisam ser testados. Uma apresentação de qualidade seduz qualquer consumidor ávido por novidades.
Para facilitar a vida
Já reparou como é simples chegar em algum lugar quando há placas indicando o caminho? Sinalização bem feita usa a tipologia com a melhor leitura à distância em cores que contrastam com o ambiente. O mesmo vale para as embalagens que facilitam o uso do produto, como os refrigerantes que aposentaram há muito tempo o abridor de garrafas.
Para vender
Se um projeto de design é capaz de atender a todos os itens anteriores, vender é só uma conseqüência. Um produto, uma solução, uma idéia. Um bom designer serve, entre tantos outros motivos, para realizar o mais íntimo desejo da sociedade do consumo.
Por Caroline Fülep
Nos últimos meses ouvi questionamentos sobre o motivo pelo qual deveria ser contratado um designer. Para nossos ouvidos é uma pergunta que parece já ter vinda ao mundo respondida e justificada.
Não existe esta dúvida para quem já conhece o poder de um bom projeto de design. Mas não é bem assim fora da nossa estilosa redoma de cristal colorido.
Para todos os outros, é comum a confusão entre designer e alguém que sabe operar softwares gráficos. Os computadores estão aí, para quem quiser experimentar, assim como os lápis de cor, as tintas, os grafites. Ferramentas que se vestem do repertório de quem as opera.
Esta é a hora de exercitar alguns fundamentos do design. Desmembrar esta resposta é tarefa do designer que sabe muito bem o que é capaz de fazer.
Para personificar um produto/serviço
Uma lata com um rótulo prateado, letras finas e manuscritas, pode lembrar uma bebida light (devido às letras suaves) e sofisticada (pela cor da prata). Um rótulo preto com texto azul em caixa alta pode indicar um produto energético e resistente, devido aos elementos fortes e associados à vida noturna. Um logotipo de cimento com excesso de entreletras pode passar a impressão de um produto frágil, que não une como deveria.
O design tem como objetivo falar com o público na língua que ele entende. Alguém precisa apresentar quem é aquele produto e dizer o que ele faz de melhor.
Para criar identidade
Quando uma empresa contrata um designer para fazer um site, não está pagando por meia dúzia de desenhos ou pelo tratamento de fotografias. Paga pela construção de uma imagem neste meio de comunicação. Se a empresa deseja transmitir tecnologia, tradição ou simplicidade, é baseado nisto que o designer vai começar a trabalhar.
Diferente de muitos serviços, o design gráfico costuma ser um trabalho único, pensado exclusivamente para aquele cliente em cima das suas reais necessidades de comunicação.
Para passar credibilidade
Se o principal jornal do país adotasse tipologia divertida para reportar a crise no Oriente Médio, a notícia teria certamente outro impacto. Não seria levada à sério.
Para equilibrar técnica e estética
Designer não é nem um técnico, nem um artista. É ele que equilibra estas duas áreas para atender algum objetivo, geralmente comercial.
Para inspirar confiança
Um banco que apresenta seus extratos desorganizados e logotipo sem padrão nas suas aplicações pode estar dizendo que guarda assim o dinheiro de seus clientes. Um designer pode fazer da apresentação de um banco um exemplo de segurança ou apresentar uma amostra gratuita de desorganização.
Para agregar valor
Alguns bombons de uma conhecida doceria não teriam o mesmo valor se viessem embalados em simples saquinhos plásticos sem rótulo. Se eles têm qualidade e tradição, precisam ter tratamento à altura na embalagem. O mesmo vale para produtos desconhecidos que ainda precisam ser testados. Uma apresentação de qualidade seduz qualquer consumidor ávido por novidades.
Para facilitar a vida
Já reparou como é simples chegar em algum lugar quando há placas indicando o caminho? Sinalização bem feita usa a tipologia com a melhor leitura à distância em cores que contrastam com o ambiente. O mesmo vale para as embalagens que facilitam o uso do produto, como os refrigerantes que aposentaram há muito tempo o abridor de garrafas.
Para vender
Se um projeto de design é capaz de atender a todos os itens anteriores, vender é só uma conseqüência. Um produto, uma solução, uma idéia. Um bom designer serve, entre tantos outros motivos, para realizar o mais íntimo desejo da sociedade do consumo.

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