Você programa e trabalha sozinho ou em dupla. Chega o cliente e pede um site aparentemente simples e você orça baixo demais. Veja como se organizar para evitar esta e outras dores de cabeça.

Original de Renato Guimarães

Muito nos preocupamos em deixar nosso site dentro dos padrões estabelecidos pela W3C, mas não estamos atentos a um fato rotineiro na vida dos desenvolvedores da web, que é a organização e a adoção de padrões de trabalho. Ou seja, tarefas estabelecidas que devem serem seguidas a qualquer custo e que vão fazer o seu tempo render muito mais.


Estes padrões possuem vários itens que se completam. Alguns deles são indispensáveis, como a formatação de scripts, nomenclatura e até mesmo o material que deve estar em sua mesa desde o momento que o primeiro contato com o cliente for feito até a finalização do projeto.

O primeiro passo será nosso material de trabalho. É sempre indispensável possuirmos um caderno e caneta, para que possamos organizar tudo que será feito durante o dia, divisão de tempo para cada projeto, anotações sobre o projeto, como nomes de variáveis, valores e tamanho de imagens.

A partir daí a organização será focada ao projeto.

Ao entrar em contato com você, o cliente diz que precisa de um site para uma empresa de advocacia com uma área restrita para colocar notícias. Diz também que os links do site são Home, Quem somos, Galeria de fotos, Profissionais etc. Enfim, o cliente fornece a você dados que, aparentemente, sugerem algo bem simples.

Então o cliente pergunta quanto vai ficar o projeto. Você dá um valor e, quando vê, se meteu em uma grande armadilha, pois não é nada daquilo que ele disse e seu preço já está dado. Que furada!

Agora, por favor, pergunte: “- O que eu fiz para entrar nessa fria?” Eu respondo. Organização.

Nunca dê algum valor ou estabeleça nada com o cliente antes de avaliar alguns itens básicos referentes ao site dele, pois o que o cliente diz inicialmente não é exatamente o que o ele quer. Uma má avaliação do escopo pode prejudicar você e outros serviços que estão na fila para serem desenvolvidos. Veja algumas dicas de como agir nesta situação:

1. As primeiras perguntas

Logo no primeiro contato com o cliente você já deve ter em mãos um conjunto de perguntas que deve fazer ao cliente para reunir o máximo possível de informações sobre o projeto - como segmento do site, nome, se existe hospedagem, se existem sistemas específicos dentro do website, o conteúdo interno de cada página, quem será o contato encarregado de passar as informações e muitos requisitos que são necessários.

2. Informe a tecnologia que vai usar

Você deve explicar ao cliente a tecnologia que vai utilizar e os benefícios que ela apresenta. Informe as vantagens de sua escolha e explique como trabalha, sempre em busca do bendito momento de passar o orçamento.

Certa vez um cliente ouviu de outro programador que a linguagem ASP seria a melhor a ser utilizada por ser mais segura. Isto causou um problema, pois o cliente cismou que o projeto teria que ser todo em ASP e não em PHP, que é a linguagem que utilizo atualmente. Hoje o site funciona em PHP perfeitamente e o cliente está super feliz. Mas antes foi preciso explicar em detalhes o porquê da escolha e o que realmente pretendíamos fazer no projeto.

3. Equipe

Não é bom trabalhar sozinho. Uma equipe é sempre bem-vinda, pois tira o peso do projeto de suas costas. Uma equipe legal seria um webdesigner e um webmaster, pois o webdesigner fará somente o layout enquanto você certamente estará fazendo o planejamento do sistema.

4. Planejamento

Falando em planejamento do sistema, esta dica é fundamental. Nunca abrevie palavras e não trate seu script como algo que não vai aparecer para o cliente e portanto não tem valor. Sim, seu script tem um valor tão grande quanto o layout que foi desenvolvido.

O script sempre deve ser identado corretamente e se possível dividido em blocos de comentários. Se você usa tableless, onde cada div tem seu ID, na hora de montar seu script CSS, você só vai lembrar‐se deles e saber para que servem se nomeá‐los corretamente.

No CSS separe as classes das tags e diga ao CSS a qual parte da página elas pertencem. Nunca é demais acrescentar comentários. Eles foram feitos para ajudar o webmaster a fazer seu trabalho organizadamente.

5. Defina prazos e etapas

Dado um prazo para o cliente, estabeleça o que deve ser feito até lá. Por exemplo, deve ser estabelecido um prazo para desenvolvimento de layout, outro para a montagem do sistema e outro para testes. Desta forma os trabalhos não serão atrasados e o cliente ficará satisfeito.

O período de testes é indispensável, pois é quando você irá detectar erros antes que seu cliente os detecte. Não caia na armadilha de que este período de testes está incluso no período de desenvolvimento, pois não está. Ele é indispensável e pode durar até uma semana se for o caso de sites maiores.
6. Mantenha o cliente informado

O cliente gosta de ficar por dentro do que está sendo realizado. Sempre envie e‐mails e se coloque à disposição para perguntas - e tenha as respostas certas para estes momentos.

7. O cliente assina o contrato

A sétima e mais importante dica de organização e também cuidado. Jamais chegue a um acordo com o cliente sem que ele tenha assinado o que foi estabelecido.

O cliente pode ser o homem mais bonzinho do planeta e do universo, mas na hora em que ele disser a famosa frase “Eu falei para você, não lembra?”, você não poderá dizer o contrário pelo fato de constrangê‐lo (seria o equivalente a chamá-lo de mentiroso), a ponto de perdê‐lo e demais consequências, como indicações futuras que ele iria fazer.

Tome cuidado. Até mesmo o layout deve ser aprovado e assinado antes de virar um site em si.

Em uma próxima oportunidade vamos falar um pouco de padrões da web, do que eles podem significar, as possibilidades que você alcançará seguindo apenas algumas variações e muito mais.

Até lá!
Nenhuma empresa pode viver sem design, mas a imensa maioria dos pequenos negócios brasileiros não conta com este recurso. Se este é o seu caso, confira dicas essenciais e básicas.



Se ainda não chegou a hora de contratar um designer para trabalhar pela sua empresa, preste atenção à algumas dicas básicas e essenciais do design.

Nenhuma empresa é visível sem um logotipo ou um cartão de visitas. Então, alguém teve que fazer isso. Se quem criou tudo foi você mesmo ou algum grande amigo que sabe usar perfeitamente o computador, verifique se os dez itens abaixo estão de acordo com o que tem sido feito para sua empresa. Senão, é hora de rever o que você está querendo dizer para o seu consumidor:

A marca

Verifique se a marca da sua empresa foi criada dentro dos padrões internacionais de bom senso. Ela precisa ser vista, aplicada e memorizada facilmente. Basicamente isso significa: desenhos muito rebuscados dificilmente cumprirão esta missão. Entenda por isso aquelas letras cheias de ornamentos utilizando as sete cores do arco-íris.

Menos informação é absorvida mais rápido. Isso vale para uma palavra ao invés de uma frase, um algarismo ao invés do número do seu CPF, e para a sua marca simplicada ao invés de um turbilhão de informações. As pessoas tem pressa, cada vez mais. E um desenho que não foi memorizado é tido como desconhecido. O consumidor vai provavelmente confiar no que já conhecido.

Outro detalhe importante. A sua marca pode ser reduzida para ser aplicada numa caneta e ainda assim ser compreendida como tal? E se eu estiver numa estrada, e olhar um outdoor lá longe, consigo ler sua marca? Em fundo texturizado, como faço para aplicar a marca da sua empresa? A boa marca pode ser aplicada na maior parte dos meios sem dificuldade, o que facilita muito a presença da sua empresa em qualquer lugar.

O cartão de visitas

Com uma boa marca fica fácil ter um bom cartão de visitas. Existem muitas maneiras de manter um padrão (tamanho) sem fazer exatamente o que todo mundo faz. Tudo vai depender do que você deseja quando o seu cliente estiver procurando um fornecedor entre 1549 cartões igualmente diagramados. O cartão de visitas é para dizer: olha, aqui estão os meus dados, a identidade da minha empresa e nosso diferencial.

As Cores

Quando sua marca foi desenvolvida, algumas coisas foram eleitas para representar a identidade visual da empresa. Pois bem, existem vários meios onde suas cores estarão impressas. Papel, tecido, parede, site. É importante que essas aplicações apresentem o tom mais próximo um do outro, embora seja praticamente impossível que sejam idênticas devido aos diferentes materiais. Porém, é inadmissível que dois papéis do mesmo tipo apresentem tons totalmente diferente da mesma cor. Para isso, existem escalas como RGB, CMYK ou Pantone.

Se você não se preocupa se as cores são originais à do projeto, então tanto faz escrever o seu nome com umas letrinhas a menos, não é mesmo?

A organização da loja ou escritório

Tudo que tem contato com o seu cliente deve seguir a mesma filosofia. E isso tem mais a ver com coerência do que com design, mas estes dois termos estão intimamente relacionados. Se a sua empresa tem como princípio “qualidade máxima”, as gôndolas da sua loja naturalmente foram organizadas com qualidade extrema. A limpeza do local, idem. Eu não acreditaria que a sua empresa trata com qualidade a minha encomenda se o seu funcionário perde mais do que cinco minutos para encontrar o meu pedido em meio à bagunça do escritório.

A mala direta

Na ânsia de atingir todo mundo, o destino da sua mala direta abarrotada de informações será provavelmente o mesmo das outras: o bueiro mais próximo. E lá vai ficar para colaborar com a próxima enchente. Se o objetivo é comunicar uma promoção, que seja este o foco então.

Não queira aproveitar o papel para falar tudo de uma vez. O espaço vazio tem uma extraordinária finalidade pouco conhecida: ele isola uma informação da outra e ajuda os olhos do seu consumidor a percorrer um determinado caminho. Em outras palavras, ajuda a dizer alguma coisa com mais eficiência.

E, se além de comunicar você quiser colaborar com os bueiros e salvar muitas árvores, aproveite as facilidades e economias do e-mail-marketing. Com um bom cadastro autorizado pelos clientes e um design apropriado, as vantagens são muito superiores.

O site

Uma das grandes maravilhas da internet, o site corporativo é obrigatório para qualquer empresa. E por ser tão acessível é possível que você conheça muitas pessoas que sabem fazer um. Cuidado para não colocar na internet uma coleção de páginas sem sentido tornando a missão da sua empresa obscura.

Os sete pecados de um site

* Não cuidar das imagens. Imperdoável que estejam em péssimas condições ou distorcidas;
* Não saber usar animações com moderação;
* Não ter um estudo prévio das informações. Antes de sair fazendo, pense em como facilitar a vida de quem entra no seu site;
* Não pagar pelos direitos autorais das fotografias de terceiros;
* Não colocar as formas de contato em local visível;
* Não atualizar;
* Não divulgar.

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